A Apple lançou o seu iPhone 5S há pouco mais de uma semana e deixou os fãs (e outros seres humanos comuns) impressionados principalmente em razão de um novo recurso: o Touch ID. Com ele, o usuário só precisaria pregar sua digital na tela toda vez que fosse acessar uma área mais sensível do sistema como a loja de apps, ou para desbloquear a tela inicial. Com esse passo, a Apple empurra ao mundo uma nova realidade sem senhas ou padrões gestuais difíceis de decorar e vulneráveis. Mas a Apple não está sozinha nessa “tarefa”. Diria mais: ela começou atrás.
Isso porque alguns alunos do departamento de ciências da computação do Instituto de Tecnologia de Illinois desenvolveram um sistema chamado SilentSense, que consegue identificar o real dono do aparelho apenas analisando os seus padrões de toque na tela, inclusive a forma como o proprietário usa o aparelho enquanto caminha, por exemplo. Segundo o estudo comandado pelo doutourando Cheng Bo, o aparelho identifica o usuário após 10 toques na tela, em média, e sua precisão é “superior a 99%” (uma forma humilde e cientificamente educada de dizer que o sistema nunca falha).
“Descobrimos que as marcas do toque de um usuário se combinadas com os padrões de caminhada providenciarão baixíssimas taxas de erro para a identificação do usuário de forma a preservar completamente a privacidade”, diz o documento.
Bo fez o teste em aparelhos Android com mais de 100 pessoas. Elas foram instruídas a usarem os aparelhos com SilentSense como fariam normalmente. O sistema identificou o “dono do toque”, em média, em até 2,3 toques, 98% das vezes. “Usuários diferentes, dependendo do sexo e da idade, entre outros fatores, terão diferentes hábitos na interação [com o aparelho]”, afirmou Bo.
O SilentSense permite que o aparelho vá aprendendo mais sobre seu dono conforme é utilizado, o que aumenta gradativamente as taxas de identificação e, consequentemente, agiliza a identificação de intrusos, bloqueando o acesso a aplicativos sensíveis ou ao aparelho como um todo. No caso de usuários que estejam usando o aparelho com a permissão do dono, o bloqueio só acontece quando ele tenta acessar aplicativos de e-mail ou o SMS.
Visando não ter um gasto absurdo de bateria, o sistema se dá ao trabalho de identificar o usuário somente nos casos mais sensíveis, onde a privacidade e a segurança do aparelho podem estar correndo risco. Quando aplicativos de jogos estão sendo executados, por exemplo, ele para.
O documento que descreve a tecnologia para aparelhos Android foi publicada em agosto, e, até agora, o SilentSense não foi assediado por nenhuma fabricante interessada em instalar o software de modo nativo, ou pelo menos nada foi publicamente dito. Fãs de Android (e outros seres humanos comuns) garantirão a demanda, resta saber quando virá a oferta. Informações Revista Galileu.

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